Poesias e Artes de Dalva Saudo!

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Poesias, fotos e arte naif

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Fragmentos de uma vida colorida.

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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Fragmentos de uma vida colorida

Fotos e Arte naif de Dalva Saudo


Costumo dizer:
Nasci no país certo!
Sou alegre, gosto de samba e do clima (sol)
Sonho em morar no Rio de Janeiro
Onde seria  feliz o ano inteiro,
Não só em fevereiro!
Lá, vestiria a roupa que quisesse
Sem ser tão observada!
Talvez... admirada!
Esse meu sonho irrealizável seria minha passargada.
Morando aqui no interior do Est. de São Paulo em localidade sem praia, às vezes me pergunto:
Por que estamos todos uniformizados?
Atualmente saio pelas ruas, vou a algum evento, ao cinema ou supermercado, vestida como todos: Calça jeans ou preta. Às vezes de bermuda mas, geralmente das mesmas cores.
Até bem pouco tempo, saia toda diferente, saia esvoaçante, calças bem coloridas, lindos lenços cada dia de uma cor amarrados aos longos cabelos, brincos combinando com os tecidos... sapatos vermelhos, prateados ou dourados (sempre combinando com bolsas)
Chamavam-me de exótica. Os alunos perguntavam:
A professora hippie chegou?
Nos bailes, começaram a me chamar de cigana. Até que eu gostava! Mas... um olhar crítico daqui outro dali... fui observando... até que um dia, o fiscal mandou parar o ônibus, chamou minha  atenção, pensando que eu não iria pagar a passagem e ordenou ao motorista:
Esse ônibus não sai, enquanto ela não mostrar os documentos!
De outra vez, fui expulsa de um baile. No outro baile... não queriam me deixar entrar. O motivo? Naquele dia minha saia era justa e acharam que estava muito curta.
Fui me cansando de ser diferente de toda gente! Comecei a colocar uniforme. Caças jeans ou pretas.
Para minha surpresa, minha neta de 12 anos, que dificilmente vem aqui para minha casa, me viu e aos prantos dizia: 
"Onde está minha vó, que eu conheci toda colorida, onde estão aquelas roupas bonitas?" Era como se aquela avó tivesse morrido.
Pensei: Nossa!!! Alguém que me admirava! Agora, estou começando a me colorir um pouquinho.
Voltando atrás, confesso que sei que muita, mas muita gente gostava daquele meu jeito de ser.
Veja essa poesia que foi publicada no Livro da Coletânea da Casa do Poeta de Campinas:
                       Descomportada
Vera Rodrigues a autora diz:
Homenagem a poetisa e artísta plástica Dalva Saudo:


Seu chapéu de praia protege suas audácias.
De pensamento sem compromisso
Talvez até com um jeito omisso
De chorar um momento de dor,
Seus seios à mostra exibem 
O que é o delírio do seu próprio 
Jeito de ser.
Lábios carmim, 
Barras tortas,
Coloridos chales,
Brilhos nos braços e peitos,
Rendas sem fim, rodopiam pelo salão,
No frenético vai e vem dos saltos altos
No rítmo do samba
Tudo isso sim e nossa Dalva enfim.
Vera Rodrigues e Dalva Saudo
Foto: Artista Plástico Alexandre de Melo

Vera Rodrigues nasceu em primeiro de maio PR em 20/10
É funcionária pública, artista plástica onde expõe seus trabalhos na Feira de Artes do Cambui em Campinas.

2 comentários:

Dalva Saudo, cerimonial do CPAC disse...

A respeito da minha tese, disse a amiga e companheira
de saraus da Biblioteca Pública Municipal Central de Campinas,
a Escritora Rosana Cappi:
Querida amiga Estrela Dalva,

Isso que escreveu é muito interessante, pois também
já pensei nisso e é algo que acontece com tudo.
Outro exemplo são as cores dos carros.
Observe nos estacionamentos. É tudo branco ou cinza.
Os carros verrmelhos, ou azuis ou verdes são os mais antigos
ou modelos especiais, que são os mais caros.
Sinal dos tempos, da globalização, mas aí tem alguém que
resolve deixar seu brilho aparecer, através de vestes coloridas,
assim como você. Só podia ser a Estrela Dalva Saudo.
Parabéns e continue a mostrar sua alegria e que essa luz
ilumine sempre o teu caminho.
Com carinho
Rosana

Dalva Saudo, cerimonial do CPAC disse...

Celia Paulino disse por e-mail a respeito do "Fragmentos de uma vida colorida"

Querida Dalva tudo bem?
Li gostei muito vc.é muito muito creativa, parabéns.
continue bem colorida que fica muito bem.

Abraços
Célia Paulino