Poesias e Artes de Dalva Saudo!

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Poesias, fotos e arte naif

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Fragmentos de uma vida colorida.

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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Dalva Saudo - Fragmento de vida colorida


         A poeta passa a limpo seu contexto de vida atual em texto, com vestimentas de versos, pinturas e danças. Textos com papéis coloridos iguais à ela, bailando deste e do outro lado da ponte que terminou de atravessar.
         De vida lúdica recreativa intensa , deixa  rascunhos em forma de poesias de um passado que nunca publicou, apesar de marcadas e espelhadas com cicatrizes do tempo.
         Suas emoções e segredos só agora, no paredão da vida estarão revelados. Sua poesia é biografia que a clarividência a desnuda.
         Na maturidade,  a peça do teatro da vida em que estava atuando,  teve um desfecho surpreendente!
        Deixando o magistério e o então sólido casamento...nasceu  o que talvez estivesse adormecido em sua alma!
         Lá no horizonte de sua essência, como no filme Dr Jivago ao sentir inspirações para as artes, como opções de esperanças e transcendências de depressões e tristezas da vida, aparecem novas opções de esperanças que a faz lembrar sonhar e sussurrar baixinho o Tema de Lara, incorporando-o como tema musical de sua vida.
         La... lá... lá... lá...rá... rá... lá... lá.. lá... lá.....
        A vida a transformou em Amante, Artista Plástica, Poeta e Dançarina atuante. Talvez tarde demais, mas que deixarão pequenas marcas espalhadas colorindo o universo...
      

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Preciso acreditar em Deus para encontrar paz. / Dalva Saudo

              Preciso acreditar em Deus, para refugiar meus pensamentos, para concluir meus sofrimentos, para isolar e tentar finalizar essa emoção de luto, corroída pela alma, que nossa separação me causa.
              Na saudade causadora da tua ausência, tento fugir da tua presença nas forçadas caminhadas quase fora dos meus limites, andando nos shopings, e nos  rítmos rápidos da dança de salão. Quero cansar-me até a exaustão.
             Nessa minha desorientação, o céu comigo se comove, parece que sente meu sofrimento, remove as negras nuvens... na umidade da mágoa, chora comigo no ônibus 249 que, para o destino final me locomove!
            Poderão dizer: Mas novamente chuva e lágrimas no ônibus?
           Sim. Porque o ônibus faz a rota da minha fuga. Tento fugir, mas... de que adianta? A mente me acompanha, como uma bagagem pesada de horror. A chuva e minhas lágrimas atingem meu coração sem para- raios, sem proteção! 
          É uma fuga que tem minúsculos fragmentos de esquecimentos, mas ao chegar em casa, meus pensamentos chegam juntinhos de mim.
         Amanhã tornarei a sair... para me cansar em exaustão. 
          Tentar fugir inutilmente do amplificador dessa dor. Minha meta é o temporizador. As pernas tentam cansar o corpo, mas a mente é receptora, perseguidora. Está ali,  no subconsciente um filme gravado da nossa história, que se renova em constante e implacável   replay...   replay...  renovável replay...  do término da história de amor, que para mim se transformou em dor. Mas... é preciso a chuva para purificar e continuar a vida. Preciso acreditar em Deus!  


Dalva Saudo, autora entre outros, do poema " Chuva e Lágrimas no ônibus 212"    (Postado neste blog) 
Autora do conto " Preconceito" premiado com a medalha de bronze "Machado de Assis"em concurso literário.